Nelson Varón Cadena, escreve também na Revista Propaganda, Propmark, Revista B+ e jornal Correio * , responsável pelo portal www.almanaquedacomunicacao.com.br
Maio é mês de varejo o que para o mercado baiano tem um grande significado, afinal varejo continua a ser o nosso maior segmento anunciante. Será? Se não é, dá essa impressão. Em todo caso quando falamos em varejo, estamos falando também em serviços que aqui na Bahia a gente trata como varejo, a mesma comunicação, o mesmo formato, com foco exclusivo na oferta e muita gritaria, muita cartela para disfarçar; dizem que culpa das verbas. Seja o que for maio é mês de mães, noivas (ainda tem isso?) e até mês de anunciar o vestibular.
Tive a impressão nas minhas andanças pelos eventos do setor, que o mercado aposta no mês de maio como o mês da virada; ou seja, a hora dos anunciantes liberarem os planos de comunicação engavetados, saírem do marasmo, a roda girar como girava antigamente, 2010 como referência, antes de 2011 travar. Tem gente acreditando, tem gente pessimista, melhor apostar nessa virada antes que a campanha política contribua para a sensação do efeito contrário.
Maio termina em clima de relacionamento, com a realização do V Congresso Brasileiro da Indústria da Comunicação. A galera da Bahia, como no Congresso anterior, deve ser uma das maiores delegações e vai para fazer barulho, tomara, essa é a intenção, com participação ativa no painel sobre regionalização. A Abap/Bahia já prepara um documento, uma posição oficial assinada pelas entidades de classe. Vamos ver no que dá.
Era para vender casa e apartamento, mas teve barraco nessa história. Estou falando do Feirão da Caixa realizado no Centro de Convenções com uma boa cobertura de mídia e também boa presença dos anunciantes nos veículos, oferecendo os seus produtos. Teve barraco armado por uma galera insatisfeita com o descumprimento dos prazos de entrega por uma grande construtora, atrasos de ano e meio e coisas pelo estilo. A galera vestiu camisas, levou faixas, fez o seu protesto. E o que a gente tem a ver com isso?
Tem sim. Cabe às empresas do setor se comunicarem com o seu público preferencial, o cliente, dando-lhe respostas satisfatórias. Senão, dá nisso, bate na porta e se deixar bate na cara. Um barraco desse não é bom para o mercado imobiliário e muito menos para a propaganda.
Participei do júri do Globes Awards com meu amigo Mauro Ybarros (Pedro de Lara na votação), José Américo da Via Midia, Mirella Cubillas do Shopping Barra e Djanira Dias, presidente da Ampro/Nordeste que teve o privilégio, (ou será pepino?) do voto de minerva, necessário apenas numa oportunidade. Gostei dos trabalhos, ações criativas de grandes anunciantes, algumas com pouca verba. Dia 24 de maio a gente fica sabendo o resultado, quem ganhou ouro, quem ganhou prata... Quem foi a empresa de mkt promocional do ano. Está no calendário da Ampro.
A propósito, destaco aqui que a regionalização já começou e começou através do marketing promocional. Grandes marcas já apostam nessas ativações com sabor local, sem abrir mão do posicionamento e conceitos de campanha. Até o Carnaval da Bahia que é um lugar comum onde nada se cria, tudo se copia e se copia mal, mostrou novidades nessa área. A turma daqui, do Recife, do Rio Grande do Norte se vira nos trinta. Às vezes nos trinta contos. Com pouca verba consegue incrementar ações bem interessantes, nada como conhecer o público alvo da região.