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Influência digital e humor: maneiras de divulgar sua marca com consciência

Influência digital e humor: maneiras de divulgar sua marca com consciência

Eu sou Rapha Gouveia, músico autodidata, compositor, estudante de teatro e, recentemente, descobri que sou influenciador digital.

Sim, digo que “descobri” por que quando comecei a gravar os vídeos de humor nas mídias digitais, não tinha como objetivo ser um influenciador. A ideia sempre foi falar de Salvador, da Bahia, de tópicos relevantes e divertidos, geralmente conectados com o dendê que habita em mim, sem saber que isso faria com que algumas marcas chegassem até mim querendo que eu as divulgasse.

Um dia resolvi gravar um stories falando sobre as gírias de Salvador e várias pessoas mandaram mensagem elogiando a brincadeira e pedindo que, de alguma forma, tornasse possível que elas compartilhassem o conteúdo.

Para contextualizar, os stories são pequenos vídeos de até 15 segundos que ficam disponíveis por 24 horas no seu perfil do Instagram. Já os reels, são vídeos de até 30 segundos, que ficam disponíveis no feed e permite que as pessoas possam compartilhá-lo.

A minha proposta sempre é criar conexão com o público, trazendo não só as gírias e expressões conhecidas por ele, como também situações e exemplos do cotidiano. Assim, mesmo quem não conhece o que estou falando, com a explicação e o exemplo, essa pessoa vai se conectar. Tanto o influenciador quanto a marca que quiser alcançar um público e um engajamento grande, precisa estar atento ao nicho do trabalho.

Para mim é muito importante que a comédia e o humor que eu produza não ofenda, magoe, cause desconforto. Pelo contrário. Além dos vídeos que levam a baianidade bem-humorada para as pessoas, estou sempre buscando falar de pautas importantes. Intolerância religiosa, homofobia, capacitismo, machismo são alguns tópicos que já abordei nos meus vídeos e tiveram uma repercussão muito boa. O meu reels mais visualizado até hoje é um que falo sobre o preconceito religioso com Exu, entidade das religiões de matriz africana, que alcançou, até agora, 348 mil visualizações no Instagram e 74 mil no TikTok.

Eu menciono os números porque muitas vezes as empresas se prendem à quantidade de seguidores de um influenciador, mas é normal e possível que o engajamento seja grande, ainda que o influencer não tenha tantos seguidores.

A música também é muito presente nos meus vídeos. O pagodão, o axé, o arrocha e o samba do recôncavo sempre fazem parte das brincadeiras, seja como tema principal, seja como fundo musical.

Existem diversos formatos, temas, estilos e abordagens que podem ser utilizadas nessa nova forma de divulgação. O alcance do público é imenso, mesmo para um microinfluenciador (por enquanto) como eu.

Para mim, é importante, acima de tudo, o cuidado com o conteúdo para que seja feito de uma forma consciente, pensando nas pautas que são importantes para a sociedade e um público em constante aprendizado e evolução.

Pegaram a visão?

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