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Novo mundo? O paradoxo entre passado e futuro

Novo mundo? O paradoxo entre passado e futuro

Laila Bensabath, gerente de marketing, relações públicas e estratégia, consultora e growth hacker manager

O último Dia das Mães (10) foi um marco para o Brasil. A segunda data mais importante do comércio, que precede o carinho, o amor e a aproximação física, necessitou ser reinventada para um modelo cyber e, mudando de forma geral o percurso da sua condução.

Neste contexto, até a capa do Jornal O’Globo do domingo do Dia das Mães estampa a dimensão da pandemia e tragédia humana no Brasil, para que esses números não se percam em estatísticas: 10 de maio, 10 mil vítimas, 10 mil vidas interrompidas.

Uma matéria sensacionalista ou necessária?

O “evento” mais letal do Brasil em 102 anos, que está nos fazendo repensar nossas formas de agir no mundo.

Um novo momento, uma transformação dentro e fora, que tem mudado tudo numa velocidade assustadora.

Um paradoxo sem tamanho: o velho volta a ser o novo, ao mesmo tempo em que também vivemos a “Era Jetsons”. Retornamos às nossas casas, mesmo estando on-line quase que full time; voltamos ao contato físico com a família, com o lar, com os afazeres domésticos e, principalmente com o tempo.

Este que, nos foi “roubado” durante épocas, agora volta com força total e nos obriga a enxergá-lo sob uma nova ótica. Quando foi que nos perdemos nele e não nos demos conta disso?

Nesse compasso em que o passado e o futuro se juntam, vivemos a incerteza do momento presente. O que seremos depois que isso tudo der uma trégua?

Em meio a robotização dos processos, das pessoas, das coisas, ainda ficamos paralisados com a velocidade que o futuro chegou até nós. Imaginávamos que ele viria, mas talvez, para os nossos filhos. De repente, temos drones nas nossas portas, robôs para nos testar, conversas prolongadas com chat bots, e a pergunta: aonde vamos chegar?

A digitalização das coisas e, principalmente da tecnologia e do marketing avançaram pelos menos 2 anos, em quarenta dias de isolamento. Empresas, profissionais, processos antigos precisaram via fórceps serem adaptados para o meio digital por necessidade, não por vontade. O que reproduzimos há alguns anos em palestras, cursos e faculdades sobre a necessidade de atualização foi ensinada a duras penas para quem pagou o preço por não querer aprender.

O tempo, o planeta, chacoalharam as nossas estruturas, ao passo que nos deram a maior lição que, por mais simples que seja, ainda não havíamos entendido: “você não tem controle de nada.”

Ainda estamos atônitos. O presente é incerto. Vivemos um dia de cada vez, sabendo que no próximo algo novo começará a existir e nesse mesmo dia, algo a inexistir.

O velho “normal” não representa mais uma ameaça. Ainda há alguns, que por resistência e apego ao passado, acreditam que retornarão as suas vidas “normais”; mesmo sabendo que o normal era o caos.

A ameaça da vida anterior é a grande segurança ou conforto para manter a sanidade de alguns. Mesmo sabendo que tudo que construímos, agora passa por uma revisão de lupa. Lupa essa que redefine o que é essencial, que retoma o contato físico: olho no olho, pele com pele, que nos faz enxergar o outro como parte do todo, que precisamos integrar Gaya (natureza) de uma vez por todas e que, nessa invisibilidade que nos assola, estamos, querendo ou não, precisando exercitar o aprendizado, a empatia e a fé.

Deixar o passado é soltar o que não nos serve mais e, avançar construindo no presente as bases fortes para o futuro.

Como ele será? É ainda incerto dizer. Mas, com certeza moldado pela reinvenção, pela constante criatividade, pelo novo modelo de consumo e trabalho. E estes, em particular já mostraram que tudo pode ser reinventado. A começar pela jornada do consumidor, onde hoje compramos apenas bens essenciais, pela incerteza de futuro.

Uma prova disso foi o próprio Dia das Mães, a segunda data mais importante para o comércio, passou por uma revisão geral e o próprio shopper está em fase de aprendizado. Marcada pelo e-commerce e por tickets de no máximo duzentos reais, segundo pesquisas da Social Miner e Opinion Box.

O “modus operandi” passa por transformações vanguardistas, indo totalmente na contramão do modelo tradicionalista e, diga-se de passagem, em todas as áreas. Àquelas que no passado, eram consideradas profissões de sucesso, no qual os profissionais nunca passariam sufoco financeiro, como médicos, advogados, etc, foram obrigados a apelar para criatividade.

Considerando este cenário e se, quisermos estar inseridos nesse futuro próximo que nos assusta e que, ao mesmo tempo almejamos, será preciso uma força maior de criatividade, de autodisciplina, de análise e, do modo de vida “growth”, onde é preciso ter a inteligência de enxergar novos mercados, ao passo que a necessidade de recriação e inovação constantes.

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