#DámHelp5 – Quem planeja erra menos

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As maiores falhas e erros graves que nós, e outros, cometemos em todas as atividades, acontecem mais por falta de planejamento do que por qualquer outra coisa. Para demonstrar isso, podemos buscar exemplos em todas as atividades que envolvam a decisão de simples mortais, como qualquer um de nós.

Talvez se tívessemos um pouco mais de humildade, disciplina e preocupação com o que pode acontecer amanhã, poderíamos ser mais bem sucedidos em tudo que fizéssemos. Certamente colheríamos melhores resultados nas sementes que plantamos ou melhor, nas escolhas que fazemos. Até parece papo de religião, mas não é.

Jean Paul Sartre, que nem religioso era (muito pelo contrário, vivia em permanente estado de beligerância com os religiosos), nos deixou um ensinamento que se bem observado, poderá oferecer os melhores resultados para todos nós. Vejamos o que ele dizia: “A vida é um permanente exercício de equilíbrio entre escolha e consequência”. É muito fácil percebermos que é possível acertar e também errar naquilo que fazemos. Tudo que acontecer hoje, de bom ou ruim, é consequência da boa ou má escolha que fizemos anteriormente, ontem, digamos.

Um triste exemplo de escolha errada, podemos perceber no incômodo turnover de ministros que rola no nosso País. O atual governo da União parece não ter critério na escolha de seus ministros, mesmo porque, numa seleção rigorosa, pouquíssimos entre os escolhidos seriam ministeriáveis. Se o governo ouvisse a opinião de um grupo de trabalho formado por pessoas que primassem por um comportamento ético e profissional, não teríamos esse entra e sai quase-que-diário de ministros, grande parte deles, que não fica no cargo por falta de qualificação profissional e ética. O que acaba passando é a ideia de que ninguém no Estado sabe o que está fazendo. Aquele grupo de trabalho seria formado a partir de um bom planejamento que o Estado tivesse. E, com alguma rapidez, faria um amplo levantamento da vida pregressa daqueles que seriam os ministeriáveis e, dessa forma, o presidente não correria o risco de cair no canto da sereia, para ser um tanto simplista, não querendo lhe imputar a culpa pelos erros na escolha.

O mesmo acontece nas empresas que planejam mal o seu negócio e os resultados são sempre catastróficos. Eu mesmo já vi empresas mal formadas e pessimamente informadas sobre atividades como propaganda, por exemplo, constituírem uma house agency, pensando na economia de uns trabalhos teriam os melhores resultados com a imagem dos produtos e com suas próprias finanças. Mas qual o que, os resultados são muito ruins e só não foram fatais porque seus diretores tiveram a coragem de fechar a tal house e escolher uma agência de propaganda e seus profissionais. Isso quando não chamaram a agência que os atendia anteriormente. Precisamos entender, de uma vez por todas, que house deve ser aquele lugar para onde a gente volta no final do dia, após encerrar o expediente na agency.

Já vi também uma agência que conquistou uma conta e o cliente estava doido para ver seu produto na propaganda da TV. Não planejaram nada e claro, perderam a oportunidade de levantar problemas básicos como: avaliar a sua capacidade de produção, com quem estava disputando a preferência do consumidor, distribuição e o trabalho de colocar o produto no ponto de venda, um lugar cheio de concorrentes, etc etc, e outros etceteras tão importantes. Mas fizeram uma campanha linda, maravilhosa, que só serviu para alertar a concorrência. Aquela campanha gastou literalmente o dinheiro do cliente.

Meninos, eu vi tudo isso. Não é assim que se trabalha.
Planeje antes e pode acreditar: você vai errar menos.

Author: Marketing

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