O crescimento do poder feminino na área publicitária, por Ana Coelho

O crescimento do poder feminino na área publicitária

Por Ana Coelho, presidente da Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP)

Homens e mulheres não ocupam o mesmo espaço no mercado publicitário. Nas agências, veículos de comunicação e produtoras de conteúdo, os homens são maioria nos postos de comando. Se você quer lutar contra isso, dizendo que homens e mulheres são iguais, esqueça. Não são! E entender as diferenças pode ser favorável às mulheres, sobretudo diante das grandes transformações que vêm ocorrendo na área.

Neste panorama, consagradas características femininas tornaram-se diferenciais para o sucesso das empresas e sustentabilidade do mercado publicitário. Empatia, sensibilidade, capacidade de realizar múltiplas tarefas simultaneamente, o olhar apurado para os detalhes.

Já virou cliché o estereótipo da mãe trabalhadora, dando comida ao bebê, cozinhando o jantar e respondendo e-mails. Não foi por acaso que a cena se inseriu no nosso imaginário e é natural que as mulheres se destaquem nos novos modelos de gestão que vêm se consolidando, exigindo do líder habilidades múltiplas.

O papel de destaque da mulher na organização não deve estar relacionado à imposição de políticas de afirmação de gênero ou a discursos de militâncias organizadas. É mais inteligente se colocar como alguém capaz de liderar com as melhores qualidades que lhe são peculiares em vez de querer se impor pelo constrangimento ou tentar replicar as habilidades e virtudes que os homens demonstram em posições de comando.

As empresas que têm times diversificados, que incluam mulheres em suas equipes, tanto internamente quanto com parceiros de agência, certamente ganharão. Equipes mais equilibradas levam a resultados melhores.

A CEO da IBM, Ginni Rometty, foi a primeira mulher a liderar a companhia, uma das mais importantes do planeta na área de tecnologia. Apesar de ter conquistado um espaço antes restrito aos homens, ela não gosta de ser exemplo apenas por ser mulher. Líder da empresa num momento de queda de faturamento e necessidade de renovação, há objetivos mais importantes a serem atingidos.

Luiza Helena Trajano, presidente da Magazine Luiza, é um exemplo brasileiro de como alta performance e gestão inovadora são as melhores formas de afirmação feminina nos altos postos das maiores empresas do mundo. Convidada pelo Senado a falar sobre empreendedorismo, a executiva mostrou o porque é uma das empresárias mais bem-sucedidas do Brasil. “Antes, o domínimo da sociedade era medido pela força física. Depois, passou a ser por quem tinha mais dinheiro. Atualmente, o poder é exercido por quem tem conhecimento e faz acontecer. Eu não sou contra os homens. Eu sou apenas a favor das mulheres. É a união das forças masculinas e femininas que fazem a diferença”. Em poucas palavras, uma referência de liderança que está muito além dos discursos engajados ou das chamadas ações afirmativas.

 

Author: Marketing

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