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Tempos de isolamento, dúvidas e medo

Tempos de isolamento, dúvidas e medo

Vera Rocha Dauster, CEO da Rocha Comunicação e presidente do Sindicato das Agências de Propaganda do Estado da Bahia (Sinapro-Bahia)

As pessoas e as empresas estão vivendo uma realidade que parece saída de um filme de ficção científica. O isolamento social no mundo globalizado e hiperconectado tem levado as pessoas e as empresas a discutirem como será o seu futuro e o que elas podem fazer no presente para que ele seja melhor.

As imagens de metrópoles vazias de gente, como Nova York, que se vangloria de nunca dormir, surpreendem. A Shangai de antes do Coronavírus, lotada em terra e coberta de poluição por cima, deu lugar à placidez esquecida de um céu azul, que revela o topo dos prédios antes escondidos.

A crise do coronavírus trouxe a morte silenciosa e cruel por sufocamento, desafiou a ciência e a economia, mas também revelou um planeta que o homem construiu e depois foi destruindo pela desmesura da sua ganância.

Rios e lagos poluídos, hoje, exalam odores indesejados. Carros equipados com tudo que dá conforto tornam as ruas intransitáveis e nos fazem respirar gás carbônico. Praças de cimento e concreto substituem os clássicos jardins de outrora, franceses, de formas geométricas e simetrias perfeitas. Quem busca o verde dos jardins, qualquer que ele seja, encontra lugares frios, desprovidos de humanidade. Assim são inúmeras cidades onde o vírus se espalha, junto com o medo.

O planeta Terra se vê desafiado pelo inimigo invisível. Não há cura, não há vacina, não há remédios eficazes e nem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) suficientes para proteger as equipes de saúde e reduzir o número de infectados.

No meio do povo, também estão os empresários que querem sobreviver, salvar as suas famílias e suas empresas. Empresários que geram empregos e garantem a renda de milhares de famílias. Eles são diferentes entre si. Há os que escolhem salvar a economia em detrimento da vida humana, mas também existem os lúcidos que preservam pessoas e empresas. Conscientes de que grandes personagens já se foram, perguntam-se: – quantos profissionais sábios e experientes vamos perder? Vai morrer tanto idoso que vai baixar a idade média da população mundial? E quais são as empresas que vão sobreviver ao isolamento social?

As respostas nos conduzem à revisão de muitos conceitos. Precisamos rever nosso modo de vida, defender verdadeiramente a natureza, a vida animal, combater as práticas que geram o aquecimento global. E as marcas, tão importantes no mundo pós-moderno, precisam se ressignificar, deixar claro o seu propósito, o seu desígnio, a sua intenção de realizar algo que beneficie as pessoas nesse momento tão difícil da vida humana. É preciso estimular as marcas para que adotem bons propósitos, para que promovam ações pertinentes, generosas, construtivas e capazes de ajudar a tocar as pessoas nesse tempo de isolamento, dúvidas e medos.

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